A RUA DOS CATAVENTOS
Da vez primeira em que me assassinaram, Perdi um jeito de sorrir que eu tinha. Depois, a cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada. Arde um toco de Vela amarelada, Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada! Pois dessa mão avaramente adunca Não haverão de arracar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai! Que a luz trêmula e triste como um ai, A luz de um morto não se apaga nunca!
Mario Quintana
Escrito por bruna_m às 22h00
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..."você me faz pensar no homem que se veste de mulher no carnaval: o sujeito usa enormes conchas de borracha à guisa de seios, desenha duas rodelas de carmim nas faces, riscos pesados de carvão no lugar das pestanas, avoluma ainda com almofadas as bochechas das nádegas, e sai depois por aí com requebros de cadeira que fazem inveja à mais versátil das cabrochas; com traços tão fortes, o cara consegue ser - embora se traia nos pêlos das pernas e nos pêlos do peito - mais mulher que mulher de verdade" "e?..." "e tem que isso me leva a pensar que dogmatismo, caricatura e deboche são coisas que muitas vezes andam juntas e que os privilegiados como você, fantasiados de povo, me parecem em geral como travestis de carnaval." Un copo de cólera -Raduan Nassar
Escrito por bruna_m às 21h53
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"...Só não saberás nunca, que nesse exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva. Como um trapezista, que só repara na ausência da rede após o salto lançado..."
Natureza viva - Morangos Mofados (Caio F.Abreu)
Escrito por bruna_m às 21h51
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"Certas esposas (e leia-se maridos e casamentos, também) produzem câncer." - Conto 21, de Pouco amor não é amor
Escrito por bruna_m às 18h54
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Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível"
N.Rodrigues
Escrito por bruna_m às 18h50
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"Tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem. O amor bem -sucedido não interessa a ninguém."
N.Rodrigues
Escrito por bruna_m às 18h48
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"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.
Nelson Rodrigues
Escrito por bruna_m às 18h42
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"Sempre soube que nasci para dominar teu sexo e vingar o meu"
Marquesa de Merteuil
Escrito por bruna_m às 18h31
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Raphaël Raphaël Carla Bruni Composição: Eliziane Mueller
Quatre consonnes et trois voyelles C'est le prénom de Raphaël Je le murmure à mon oreille Et chaque lettre m'émerveille C'est le tréma qui m'ensorcelle Dans le prénom de Raphaël Comme il se mêle au a au e Comme il les entre-mêle au l
Raphael à l'air d'un ange Mais c'est un diable de l'amour Du bout des hanches Et de son regard de velours Quand il se penche Quand il se penche Mes nuits sont blanches Et pour toujours Hmm
J'aime les notes au goût de miel Dans le prénom de Raphaël Je les murmure à mon réveil Entre les plumes du sommeil Et pour que la journée soit belle Je me parfume Raphaël Peau de chagrin pâtre éternel Archange étrange d'un autre ciel Pas de délice pas d'étincelle Pas de malice sans Raphaël Les jours sans lui deviennent ennui Et mes nuits s'ennuient de plus belle Pas d'inquiétude pas de prélude Pas de promesse à l'éternel Juste le monde dans notre lit Juste nos vies en arc en ciel
Raphaël a l'aire d'un sage Et ses paroles sont de velours De sa voix grave Et de son regard sans détour Quand il raconte Quand il invente Je peux l'écouter Nuit et jour Hmm
Quatre consonnes et trois voyelle C'est le prénom de Raphaël Je lui murmure à son oreille Ca le fait rire comme un soleil não há foto Anônimo 15 Mai Raphaël (tradução) Raphaël (tradução) Carla Bruni Composição: Indisponível
Quatro consoantes e três vogais É o nome de Raphael Murmura à minha orelha E cada carta me enlouquece É o tema que me emerge No nome de Raphael Como mistura-se um ao outro e, Como ele mistura-se ao Raphael com ar de um anjo Mas é um diabo do amor Da extremidade dos quadris E o seu olhar de veludo Quando inclina-se Quando inclina-se as minhas noites são brancas E para sempre Humm
Gosto das notas ao gosto de mel No nome de Raphael Murmuru-o meu prazer Entre as plumas do sono E de modo que o dia seja bonito Perfumo-me Raphael Pele de seda pastor eterno Paraíso estranho de um outro céu Não de delícia não de faísca Nem de malícia sem Raphael Os dias sem você torna-se aborrecimento E as minhas noites irritantes sem beleza De passos de apreensão não de prelúdio Não de promessa eterna Justa ao mundo na nossa cama Justa as nossas vidas em arco no céu Raphael tem a auréola de um sábio E as suas palavras são de veludos Da sua voz grave E do seu olhar sem rodeio Quando conta Quando inventa posso ouvi-lo Noite e dia humm
Quatro consoantes e três vogais É o nome de Rafael Eu murmuro à sua orelha Para o fato de rir como um sol
Escrito por bruna_m às 02h33
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( Árvores Plásticas Falsificadas )
A lata de molhar de plástico verde dela Para sua planta de borracha chinesa falsificada Na terra plástica falsificada Que ela comprou de um homem de borracha Em uma cidade cheia de plantas de borracha Apenas para se livrar dela mesma E isso a desgasta, isso a desgasta Isso a desgasta, isso a desgasta
Ela vive com um homem quebrado Um homem rachado de poliestireno Quem apenas se desintegra e se queima Ele costumava fazer cirurgias Em meninas nos anos oitenta Mas a gravidade sempre vence E isso o desgasta, isso o desgasta Isso o desgasta, isso o desgasta
Ela parece uma coisa real Ela tem gosto de coisa real Meu amor plástico falsificado Mas eu não posso ajudar ao sentimento Eu poderia fundir através do teto Se eu apenas me virar e correr E isso me desgasta, isso me desgasta Isso me desgasta, isso me desgasta
E se eu pudesse ser quem você quer Se eu pudesse ser quem você quer Todo o tempo, todo o tempo.
Escrito por bruna_m às 02h22
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Amor: eu vos amo tanto.Eu amo o amor. O amor é vermelho.O ciúme é verde. Meus olhos são verdes.Mas são verdes tão escuros que na fotografia saem negros.Meu segredo é ter os olhos verdes e ninguém saber."
Clarice Lispector
Escrito por bruna_m às 01h01
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"Minhas feridas estavam cicatrizando. Podia agüentar um pouco de sombra. Imagine se eu pudesse pular abismos para sempre. Talvez depois de um descanso eu pudesse me jogar outra vez da beirada. Talvez. Eu pensava: dê um tempo. Tente se sentir melhor. O mundo inteiro é um saco de merdas se rasgando. Não posso salvá-lo. Sei que nos movemos em direção à miragem, nossas vidas são desperdiçadas, como as de todo mundo. Eu sabia que nove décimos de mim já havia morrido, mas eu guardava o décimo restante como uma arma."
Bukowski
Escrito por bruna_m às 00h55
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As grandes épocas de nossa vida ocorrem quando sentimos a coragem de rebatizar o mal que em nós existe como o melhor de nós mesmos. - Nietzsche em Além do bem e do mal; Aforismo nº 116
Escrito por bruna_m às 00h53
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"Acordo de sono profundo, para olhá-la. Uma luz pálida está entrando. Olho seus belos cabelos soltos. Sinto algo rastejando pelo meu pescoço. Olho-a de novo, bem de perto. Seus cabelos são vivos! Puxo o lençol - mais cabelos. Estão enxameando sobre o travesseiro. É um pouco depois do amanhecer. Arrumamos nossas coisas às pressas e saímos furtivamente do hotel. Os cafés ainda estão fechados. Caminhamos e, enquanto caminhamos, coçamo-nos. O dia abre-se em leitosa brancura, traços de céu rosa-salmão, lesmas deixando suas conchas."
Henry Miller - Trópico de Câncer
Escrito por bruna_m às 00h49
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"(...) e nada me diverte tanto como um desespero amoroso. Chamar-me-ia perversa, e esta palavra, 'perversa', sempre me deu prazer. É, depois da palavra 'cruel', a mais doce ao ouvido de uma mulher, a menos penosa de merecer." (Marquesa de Merteuil ao Visconde de Valmont, Carta V)
Escrito por bruna_m às 00h48
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